ou será que em todos eles?
Olhei e vi o homem que cuidava de mim
sim, ele cuida de mim.
Seu sorriso
Sua forma de olhar tinha mudado
alguma coisa despertou e
somos acrescentados ao outono
dos enamorados, dos que brincam sem
malícia, com suave malícia sim
Ah a sensação de que nunca, nunca mais
poderíamos deixar de nos conectarmos,
todos os dias,
tantas as vezes ao dia.
todos os dias,
tantas as vezes ao dia.
Que jamais romperíamos a cumplicidade secreta,
ou quase secreta, não romperemos,
ou quase secreta, não romperemos,
apenas deixamos de achar
que respiramos todos os dias as palavras sobrepostas,
que respiramos todos os dias as palavras sobrepostas,
as vontades sobrepostas, o perfume sobreposto
e o beijo nos lábios sobrepostos
e o beijo nos lábios sobrepostos
Apenas uma vez.
Um abismo se fez diante de tanta ternura, de curiosidade e desejo
um abismo que entre vales e montanhas
estabelecerá o eterno, o sonho,
a ficção, a matéria, a esperança, a luz e a vida!
Ninguém saberá, ninguém verá.
Nem salas cheias, nem filas de espera,
à espera de tudo que talvez não venha.
à espera de tudo que talvez não venha.
Sem corredores, sem a janela.
Adormecer entrelaçados no tempo, na imensidão,
na dimensão proporcional aos nossos
gestos tão separados e tão sobrepostos .
Por onde fomos, por onde andamos,
por onde andarmos,
por onde andarmos,
Ele cuidará de mim.
SP 06 de Dezembro de 2010
Claudia Diniz



.jpg)
